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Tráfego Pago para E-commerce B2B: Estratégias de LinkedIn Ads e Google Search Para Vender no Atacado

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Como usar LinkedIn Ads e Google Search para atrair compradores B2B e aumentar vendas no atacado com precisão e eficiência.

Por que vender B2B exige um tráfego pago completamente diferente do B2C

No varejo, você vende para emoção; no B2B, você vende para lógica, risco e ROI. A jornada é mais longa, envolve vários decisores e tem necessidades objetivas: previsibilidade, prazo, volume e segurança operacional.

O erro mais comum é tentar aplicar táticas B2C (como criativos emocionais e campanhas genéricas de conversão) para um público que compra por critérios completamente racionais.

Para vender no atacado via e-commerce B2B, seu tráfego pago deve:

  • atingir decisores (não consumidores finais),
  • comunicar valor financeiro, não só características,
  • gerar leads qualificados ou pedidos de orçamento,
  • criar confiança na operação e no pós-venda,
  • e reforçar diferenciais reais: SLA, lote mínimo, condições.

As diferenças fundamentais entre tráfego pago B2C e B2B

Considerar estas diferenças evita desperdício de verba:

  • Intenção: B2B compra por necessidade e margem, não por impulso.
  • Decisor: gerente, comprador, diretor — cada um com objetivo próprio.
  • Ticket: muito maior, logo mais aversão ao risco.
  • Tempo de jornada: semanas ou meses, não minutos.
  • Forma de conversão: lead, orçamento ou checkout atacado.

Isso muda totalmente a construção das campanhas — principalmente no LinkedIn Ads e Google Search.

LinkedIn Ads: o melhor canal para atingir decisores B2B

LinkedIn é caro, mas extremamente qualificado. É o canal onde você escolhe exatamente quem vai ver seu anúncio.

Estratégias-chave no LinkedIn Ads:

1. Segmentar por cargo, não por interesse

Segmentações que funcionam:

  • Compradores,
  • Analistas de Suprimentos,
  • Gerentes de Procurement,
  • Diretores de Operações,
  • Fundadores (para empresas menores).

Evite interesses — são amplos demais.

2. Criar campanhas por tamanho da empresa

O comportamento muda conforme o porte do cliente B2B.

  • PMEs: buscam preço e agilidade;
  • Médias Empresas: buscam negociação e consistência;
  • Grandes: exigem histórico, SLA e compliance.

Crie conjuntos de anúncios separados para cada porte.

3. Anúncios que falam sobre valor comercial, não produto

Fundamentos para copy B2B:

  • redução de custo por unidade,
  • prazo curto,
  • lotes grandes,
  • garantia e troca,
  • processos certificados.

Exemplo de copy de alta performance:

“Fornecedor homologado para compras recorrentes. Entrega rápida e preços especiais para empresas.”

4. Objetivo ideal: Geração de Leads + Página de Conversão

O funil natural B2B é:

  • LinkedIn Ads →
  • Landing page com oferta atacado →
  • Lead qualificado →
  • CRM →
  • fechamento por WhatsApp ou e-mail comercial.

Meta: CPL abaixo de R$ 40–80 (PME) e R$ 120–200 (Grandes).

5. Prova social para B2B

Forneça:

  • lista de empresas atendidas,
  • cases curtos,
  • certificações,
  • NPS corporativo.

Google Search para B2B: onde a intenção realmente aparece

No Google Search, você aparece para quem já está buscando fornecedor. É o canal mais previsível e com maior ROI no B2B.

Estratégias de Search para atacado:

1. Dividir campanhas por intenção

Existem três níveis:

  • BoFu: “fornecedor de [produto]”, “comprar no atacado [produto]”, “distribuidor [produto]”
  • MoFu: “atacado [categoria] preço”, “comprar em grande quantidade”
  • ToFu: “como escolher fornecedor”, “melhor [categoria] para empresas”

BoFu deve ter maior orçamento.

2. Palavras-chave negativas são mais importantes no B2B

Você precisa excluir buscas de varejo:

  • “barato”,
  • “para uso pessoal”,
  • “baixíssimo preço”,
  • “menor preço varejo”,
  • “promoção”.

Isso reduz CPC em 20% a 40% em categorias concorridas.

3. Landing page específica para atacado

A página deve falar apenas com empresas:

  • tabela de preços por volume,
  • condições especiais para CNPJ,
  • FAQ sobre frete e lote mínimo,
  • formulário simples para contato,
  • prova social corporativa.

Nunca envie tráfego B2B para páginas de produto do varejo.

4. Lances e metas realistas

Comprar tráfego B2B é mais caro, mas o ROI é muito maior.

Métricas alvo:

  • CPC: R$ 1,80 a R$ 6,00
  • Taxa de conversão da landing: 3% a 8%
  • CPL saudável: R$ 40 a R$ 120

5. Usar listas de remarketing de alta intenção

Listas que funcionam:

  • visitantes da página atacado,
  • visitantes que viram tabela de preços,
  • abandonos do formulário.

Google Search + remarketing = ciclo B2B previsível.

Como integrar LinkedIn Ads e Google Search

A estratégia avançada é usar LinkedIn para captar decisores e Search para capturar intenção explícita. O fluxo perfeito é:

  • LinkedIn → consciência e qualificação;
  • Google Search → intenção de compra.

Combinados, criam um funil sólido e um pipeline constante de leads B2B.

Erros que destroem resultados no tráfego pago B2B

  • Direcionar tráfego para página varejo;
  • Não separar campanhas por porte de empresa;
  • Ignorar compradores reais (focar consumidor final);
  • Não usar negativas no Search;
  • LinkedIn Ads sem oferta clara;
  • Formulários difíceis ou lentos;
  • Não qualificar leads antes do time comercial;
  • Não integrar CRM ao fluxo de tráfego.

Checklist final do tráfego pago para e-commerce B2B

  • Segmentação de decisores no LinkedIn configurada?
  • Páginas de atacado otimizadas?
  • Campanhas de Search divididas por intenção?
  • Negativas aplicadas?
  • CRM integrado ao fluxo?
  • Formulário simples e responsivo?
  • Oferta B2B clara (“preço por volume”, “condições especiais”)?

Conclusão

O tráfego pago para e-commerce B2B exige precisão cirúrgica: acertar o decisor, entregar valor econômico e conduzir o lead para um time preparado. LinkedIn Ads e Google Search formam a combinação mais poderosa para gerar demanda qualificada e previsível no atacado.

Quando você estrutura o funil corretamente, o B2B deixa de ser “jogo de oportunidade” e se torna uma operação escalável, lucrativa e sistemática.

Guilherme Z. - Consultor de E-commerce

Sobre o autor

Guilherme Z. — Consultor de E-commerce e Marketplaces

Especialista em e-commerce e marketplaces com mais de 10 anos de experiência em grandes empresas como Netshoes, Decathlon e GPA. Fundador da AKUMA, ajuda empresas a escalarem suas operações digitais com estratégia e tecnologia.

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