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Tráfego Pago

Pareto nos Anúncios: Por Que 20% dos Seus Produtos Geram 80% do ROAS e Como Identificar as “Estrelas” do Catálogo

5 min de leitura
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Como aplicar o Princípio de Pareto nos anúncios para identificar os 20% dos SKUs que geram 80% do ROAS e escalar o lucro com precisão.

Por que entender Pareto no tráfego pago muda completamente sua operação

No e-commerce, quase nunca o catálogo inteiro performa bem — e insistir nisso é o erro mais custoso em mídia paga. Em 90% das contas analisadas, 20% dos produtos geram 70% a 90% do ROAS. O resto do catálogo, quando anunciado indiscriminadamente, consome verba e derruba o retorno total da operação.

Isso acontece porque:

  • nem todos os SKUs têm apelo comercial,
  • nem todos têm margem saudável,
  • a demanda de busca se concentra em poucos itens,
  • e o algoritmo naturalmente entrega mais para o que converte.

Ou você controla Pareto, ou Pareto controla seu orçamento.

O que é Pareto aplicado a anúncios (versão prática para empresários)

O Princípio de Pareto, no tráfego pago, significa:

“Uma pequena parcela dos produtos gera a maior parte do lucro, do ROAS e da escala.”

É o fundamento para estruturar campanhas inteligentes em Google Ads, Meta Ads, Amazon Ads e Mercado Ads. Quando você encontra as “estrelas” do catálogo, tudo se torna mais previsível: lances, orçamento, clusterização, funil de criativos e expansão.

Por que só 20% dos produtos performam bem em anúncios?

Motivos técnicos e comerciais explicam isso:

  • 1. Demanda do consumidor é concentrada: poucos SKUs têm alto volume de busca.
  • 2. Taxonomia fraca: descrições ruins prejudicam relevância.
  • 3. Criativos desiguais: alguns produtos têm apelo visual muito mais forte.
  • 4. Margens diferentes: alguns absorvem desconto e CPC melhor.
  • 5. Prova social desigual: reviews impulsionam conversão.

O algoritmo entrega mais onde há probabilidade maior de conversão — e isso concentra performance.

Framework AKUMA para identificar os 20% do catálogo que geram 80% do ROAS

Você descobre seus produtos “estrela” analisando três camadas de dados: ROAS → Margem → Demanda.

1. ROAS por SKU (a verdade que ninguém olha)

A análise deve ser por produto, não por campanha. Ferramentas: Google Ads Reports, Meta Breakdown by Product ID, Amazon Reports ou ERP.

Matriz:

  • ROAS ≥ meta: candidatos a estrela
  • ROAS muito acima da meta: estrela confirmada
  • ROAS abaixo da meta mas com alto CTR: estrela com problema comercial

2. Margem por SKU

Um produto bom em anúncio precisa de margem para absorver CPC, promoções e abandono.

Categorias de margem:

  • A: > 35%
  • B: 25%–35%
  • C: < 25%

Produtos estrela geralmente pertencem às margens A e B.

3. Demanda de mercado (volume de busca + concorrência)

Use ferramentas como Google Keyword Planner, Amazon Brand Analytics ou dados internos.

  • Volume alto + concorrência moderada → estrela com escalabilidade
  • Volume médio + baixo CPA → estrela defensiva
  • Volume baixo + alto ROAS → estrela nichada

A Curva ABC aplicada à mídia: sua nova forma de gerenciar orçamento

Depois de identificar Pareto, você classifica o catálogo em três grupos:

Classe A — Os 20% que geram 80% da receita e do ROAS

  • Produtos com melhor conversão;
  • Maior margem;
  • Volume de busca alto;
  • CTR alto.

Regra: 60% a 80% do orçamento deve ir para Classe A.

Classe B — Os que têm potencial mas precisam de ajustes

  • ROAS próximo da meta;
  • Margem média;
  • Imagens boas, mas não excelentes;
  • Problemas resolvíveis (ex.: título ruim, falta de reviews).

Classe C — O ralo do orçamento

  • Produtos com baixo interesse de mercado;
  • Margem baixa;
  • CTR ruim;
  • Preços não competitivos.

Só anuncie Classe C com objetivo estratégico (ex.: giro de estoque).

Como montar campanhas baseadas em Pareto (modelo pronto)

Essa estrutura funciona em Meta, Google, Amazon e Mercado Livre.

1. Campanhas exclusivas para Classe A

Produtos estrela precisam de estrutura própria:

  • Orçamento alto e isolado;
  • Criativos feitos sob medida;
  • Destaque na página inicial e nos anúncios.

2. Campanhas separadas para Classe B

Aqui você trabalha otimização, não escala. Objetivo: transformar Classe B em Classe A.

  • Teste de criativos;
  • Melhoria de preço;
  • Reforço de social proof;
  • Ajuste de SEO interno.

3. Classe C — o que fazer

  • Remarketing;
  • Campanhas de liquidação;
  • Bundles;
  • Corte progressivo de verba.

Nunca misture Classe A e Classe C — você destrói aprendizado.

Como identificar produtos estrela no Meta Ads

Use quebra por ID do produto:

  • Ads Manager → Análise e relatórios → Tabela → Desagregar por “Produto”.

Avalie:

  • ROAS por SKU;
  • Impressões x CTR;
  • Eventos de conversão por produto;
  • Custo por compra.

Se não consegue segmentar por produto, seu Pixel/CAPI estão mal implementados.

Como identificar produtos estrela no Google Ads

As campanhas de Shopping e PMax já classificam desempenho por produto:

  • Google Ads → Campanhas → Produtos → “Produtos individuais”.

Observe:

  • ROAS por ID;
  • Taxa de conversão;
  • CPC por SKU;
  • Termos de busca associados.

Produtos que mais aparecem e mais convertem tendem a ser Classe A.

Como identificar produtos estrela na Amazon e Mercado Livre

Amazon Advertising

  • Report “Search Term” + “ASIN Performance”;
  • Identifique ASINs com ACOS baixo e alta demanda;
  • Avalie BuyBox, preço e reviews.

Mercado Ads

  • Clusterize por SKU;
  • Verifique lances por conversão;
  • Compare exposição orgânica vs. paga.

O segredo: Estrela não é só quem vende mais — é quem entrega mais ROAS

Muita operação comete o erro de chamar de “produto estrela” o item com maior faturamento. Errado.

Produto estrela é aquele que:

  • tem melhor conversão,
  • tem melhor margem,
  • atrai tráfego qualificado,
  • cresce de forma escalável.

Faturamento isolado é métrica de vaidade. ROAS sustentável é métrica de lucro.

Como transformar produtos B em A (otimização profunda)

Use este checklist:

  • Melhorar imagens (principal e secundárias);
  • Adicionar vídeo (Amazon, Meta, site);
  • Otimizar título com palavras de intenção;
  • Adicionar reviews (programas nativos);
  • Criar criativo dedicado para o SKU;
  • Melhorar preço competitivo;
  • Ativar campanhas somente desse SKU por 7 dias;
  • Garantir estoque consistente por 30 dias.

Melhorando o produto certo, você destrava 80% da escala.

Erros que impedem identificar Pareto (e matam ROAS)

  • Campanhas com catálogo inteiro misturado;
  • Falta de rastreamento por produto (Pixel/CAPI/GA4 mal configurados);
  • Catálogo com imagens ruins;
  • Foco em “vender tudo” em vez de “vender o que performa”;
  • Uso de feed genérico sem atributos completos;
  • Não atualizar estoque e preço diariamente.

Checklist final para aplicar Pareto na sua operação

  • ROAS por SKU mapeado?
  • Margem por SKU calculada?
  • Demanda de busca validada?
  • Classe A identificada (20%)?
  • Classe B com plano de otimização?
  • Classe C com verba limitada?
  • Campanhas separadas por cluster?
  • Operator review semanal dos top 20 SKUs?

Conclusão

O Princípio de Pareto é um dos maiores aceleradores de lucratividade no e-commerce. Quando você identifica os produtos estrela — e organiza sua mídia, seu catálogo e sua operação em torno deles — tudo se torna mais eficiente.

Você reduz desperdício, escala com segurança e transforma seu orçamento em lucro real. No fim, anunciar bem não é anunciar tudo. É anunciar o que realmente performa.

Guilherme Z. - Consultor de E-commerce

Sobre o autor

Guilherme Z. — Consultor de E-commerce e Marketplaces

Especialista em e-commerce e marketplaces com mais de 10 anos de experiência em grandes empresas como Netshoes, Decathlon e GPA. Fundador da AKUMA, ajuda empresas a escalarem suas operações digitais com estratégia e tecnologia.

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