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Google Performance Max (PMax): O Guia Definitivo Para Configurar Campanhas de Shopping Inteligentes Que Não Desperdiçam Verba

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Guia definitivo para configurar PMax no e-commerce sem desperdiçar verba, com estrutura, sinais de audiência, feeds e otimizações práticas.

Por que o PMax virou obrigatório para e-commerce (e por que tanta gente perde dinheiro com ele)

O Performance Max é hoje a principal campanha de Shopping do Google para e-commerce. É poderosa porque une Shopping, Display, YouTube, Pesquisa e Discover em uma única campanha — com machine learning tomando decisões em tempo real.

Mas também é perigosa: sem estrutura, sem segmentação e sem sinais de intenção, o PMax vira um buraco negro de verba, impulsionando buscas irrelevantes e tráfego de baixa qualidade.

O segredo não está em “deixar o algoritmo trabalhar”, mas sim em alimentar o algoritmo com dados corretos, estrutura sólida e sinais fortes de conversão.

Os 4 pilares de um PMax lucrativo (framework AKUMA)

Para operar PMax com precisão de e-commerce, você deve dominar quatro pilares:

  • 1. Estrutura de campanhas (como separar produtos e objetivos)
  • 2. Feed impecável (títulos, atributos, imagens, categorias)
  • 3. Sinais de audiência específicos
  • 4. Conversões bem configuradas e validadas

Sem isso, nenhuma estratégia de lance funciona.

1. Estrutura correta de campanhas PMax (o erro que destrói orçamentos)

A maioria dos e-commerces cria uma única campanha PMax com todo o catálogo. Isso reduz controle, eleva CPA e faz produtos fracos comerem verba de produtos campeões.

Estrutura recomendada por cluster (alto desempenho):

  • PMax 01 — Best Sellers (SKU com histórico forte)
  • PMax 02 — Alto Potencial (margem alta, pouca tração)
  • PMax 03 — Categorias Estratégicas
  • PMax 04 — Lançamentos
  • PMax 05 — Baixa Margem / Produtos Sensíveis

Cada cluster deve ter orçamento e ROAS targets independentes.

Regra de ouro:

Nunca misture produtos de margens diferentes na mesma campanha. PMax otimiza para converter mais rápido, não necessariamente para converter com lucro.

2. Como configurar um feed de Shopping que realmente vende (não basta subir o XML)

PMax depende fortemente do feed de produtos. Se o feed for ruim, a campanha será ruim. O feed ideal tem:

  • Título altamente descritivo com intenção de busca
  • Descrição rica em atributos
  • GTIN válido
  • Categoria Google correta
  • Imagens limpas e de alta resolução
  • Atributos específicos (cor, gênero, tamanho, material, voltagem etc.)

Fórmula AKUMA para títulos de Shopping (2026):

[Categoria] + [Marca] + [Modelo] + [Atributo Principal] + [Uso/Intenção]

Exemplos:

  • “Tênis Masculino Nike Air Zoom — Corrida, Amortecimento Premium”
  • “Cadeira Ergonômica MX500 — Apoio Lombar Ajustável, Escritório”

Imagens importam (e muito):

PMax depende da qualidade das imagens para aparecer bem no Shopping.

  • Imagem principal: fundo branco
  • Imagem secundária: lifestyle/contexto
  • Nada de textos nas imagens

Categoria do Google (GPC)

A categoria correta aumenta relevância e reduz CPC. Erro comum: deixar GPC genérico.

3. Sinais de audiência: o “combustível” que o PMax precisa

PMax não usa segmentação direta — mas usa sinais de audiência para acelerar aprendizado e reduzir desperdício.

Sinais recomendados:

1. Lista de compradores (LTV alto)

Clientes VIP e recorrentes devem ser prioridade para machine learning.

2. Lista de engajamento (visitantes recentes)

Quente → ideal para remarketing dentro do PMax.

3. Públicos baseados em intenção de busca

  • termos de concorrentes,
  • termos de categoria,
  • termos de comparação.

4. Demográficos e interesse combinados

Sim, PMax usa sinais, não segmenta — mas boas pistas aceleram resultados.

4. Meta de lances: qual usar e quando

Opção 1 — Maximizar conversões (para contas novas)

Recomendado nas primeiras 2 semanas. Objetivo: alimentar o algoritmo.

Opção 2 — Maximizar valor de conversão (quando já há histórico)

O sistema mira em quem compra ticket mais alto.

Opção 3 — ROAS desejado (target ROAS)

Melhor opção para e-commerce estruturado.

Regra:

  • Comece com ROAS 50% abaixo da meta real.
  • Aumente o ROAS target em degraus de 10% a cada 5–7 dias.

Aumentar tudo de uma vez mata a entrega.

Como evitar os 5 maiores problemas do PMax

1. Canibalização de tráfego de marca

PMax tende a capturar buscas de marca e inflar resultados.

Para resolver:

  • crie campanha de pesquisa de marca separada,
  • negue sua marca nos termos de pesquisa do PMax (via insights),
  • monitore ROAS de buscas de marca.

2. PMax gastando mais em Display que em Shopping

Sintoma de feed fraco ou sinais de audiência ruins.

Correção:

  • Melhorar títulos e atributos;
  • Adicionar listas de intenção;
  • Criar campanhas separadas por cluster.

3. Alta taxa de cliques irrelevantes

  • Melhorar categoria do Google;
  • Refinar atributos (cor, tamanho etc.);
  • Adicionar sinais de intenção.

4. ROAS instável

  • Evite mudanças bruscas de orçamento;
  • Mantenha aprendizado mínimo de 2 semanas;
  • Evite campanhas PMax paralelas com catálogos sobrepostos.

5. Lentidão no aprendizado

  • Use campanhas de marca para alimentar dados;
  • Integre PMax com CRM (lista de compradores);
  • Garanta tag de conversão com valor correto.

Como analisar relatórios de PMax (o que realmente importa)

  • Termos de pesquisa → quais buscas acionam Shopping
  • Insights de público → quais audiências convertem
  • Distribuição por asset group → verba por cluster
  • ROAS por categoria de produto
  • CPC e CTR → indicadores de relevância

PMax é caixa-preta, mas esses relatórios mostram a “pegada digital” da campanha.

Checklist semanal de manutenção PMax

  • Revisar termos de pesquisa e excluir irrelevantes;
  • Atualizar feed (novas imagens, títulos melhores);
  • Reforçar sinais de audiência;
  • Rebalancear orçamento entre clusters;
  • Ajustar ROAS target com cautela;
  • Remover SKUs sem estoque;
  • Monitorar queda de relevância no Shopping.

Erro fatal: confiar que PMax fará tudo sozinho

PMax é inteligente, mas não é mágico. Ele entrega o que você alimenta. Se você dá dados pobres, estrutura ruim e feed fraco, ele vai pulverizar verba.

Já se você dá:

  • feed rico,
  • clusters organizados,
  • sinais de intenção,
  • métricas claras,

PMax vira uma máquina de vendas previsível e escalável.

Conclusão

Performance Max é hoje o núcleo do Google Ads para e-commerce — mas só funciona com método. A campanha que não desperdiça verba é a que combina estrutura, feed otimizado, sinais fortes e ajustes contínuos.

Quem domina PMax reduz CAC, aumenta ROAS e transforma Google Ads em um canal previsível, lucrativo e escalável. Quem ignora estrutura vira refém do algoritmo.

Se você quer vender com margem, comece pelo feed e pela estrutura. A máquina só aprende quando você ensina corretamente.

Guilherme Z. - Consultor de E-commerce

Sobre o autor

Guilherme Z. — Consultor de E-commerce e Marketplaces

Especialista em e-commerce e marketplaces com mais de 10 anos de experiência em grandes empresas como Netshoes, Decathlon e GPA. Fundador da AKUMA, ajuda empresas a escalarem suas operações digitais com estratégia e tecnologia.

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